18 de setembro de 2017

Piscinas do Tamariz

As piscinas do Tamariz, foram projectadas, em 1954, pelo arquitecto Manuel Tainha com a colaboração do arquitecto António Pinto de Freitas, e inauguradas no ano de 1956, na praia do Tamariz no Estoril. Estas piscinas, uma para adultos e outra para crianças e abastecidas de água salgada, foram mandadas construir pela “Sociedade Estoril-Sol”, proprietária das mesmas.

 

 

7 de Abril de 1957

O espaço ocupado pela piscina do Tamariz, era contíguo ao “Restaurante Tamariz”, antigo “Chalet Schröeter”, e igualmente propriedade da “Sociedade Estoril Sol”. Na altura em que o chalet foi construído, e no mesmo lugar das actuais piscinas também existia uma piscina, mais tarde demolida.

                     “Chalet Schröeter” após a sua construção                          Já como “Restaurante Tamariz” e sem a piscina

 

Em 3 de Julho de 1970, era inaugurada a “Praia Piscina Flutuante”, 300 metros em frente à praia do Tamariz, e projectada pelo arquitecto Eduardo Anahory que baptizou a sua invenção com o nome de “Seapool”. Era uma grande jangada, no centro da qual existe uma piscina com paredes e fundo de rede de nylon, por onde a água era constantemente renovada e filtrada. Em torno da piscina havia um amplo deck, com uma área de 400 metros quadrados, o que permitia acomodar confortavelmente cerca de 150 pessoas, além de  um  snack-bar e instalações sanitárias.

 

Em 23 de Junho de 2016 a piscina do Tamariz, após profundas transformações a nível do exterior, passa a designar-se “Reverse Pool & Beach Lounge”, a partir de uma ideia de Carminda Hortigueira, que possuía uma clínica de tratamentos por cima da piscina. Para tal,  a “Sociedade Estoril Sol” concessionou este equipamento ao “Grupo Reverse”.

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Arquivo Municipal de Lisboa

15 de setembro de 2017

Antigamente (139)

Corveta “Afonso de Albuquerque” (1884-1909)

Construção da estátua de D. Pedro IV, no Rossio

Um Theatro, bem modesto sem nome nem localização, em Lisboa

“Taça Governador Civil de Lisboa” em 1955 no Circuito de Monsanto

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa

13 de setembro de 2017

Teatro Sá da Bandeira no Porto

O “Teatro Sá da Bandeira”, localizado na Rua do Sá da Bandeira na Cidade do Porto tem a sua origem num barracão de madeira , mandado construir por José Toudon Ferrer Catalon, em 1846, para a sua companhia equestre, a que foi dado onome de “Theatro-Circo”.

Este “Theatro-Circo” seria remodelado poucos anos depois, em 1854, e, quatro anos mais tarde, demolido de forma a ser construído um outro circo, desta vez usando a pedra como material de construção em detrimento da madeira, segundo projecto do arquitecto da Câmara Municipal de Gaia, Pedro José de Oliveira. A construção do novo “Theatro-Circo” teve início a 22 de Março de 1858.

O jornal “O Commercio do Porto” em 2 de Outubro de 1858 noticiava:
«(…) o novo Theatro Circo da rua de Santo António, no mesmo local onde existia o velho, está tambem quasi concluido – A rotonda da madeira foi substituida por um edificio de pedra, formando um polygono. Os amadores dos bailes mascaradas do Circo, podem ter a certesa, de que o Circo, em vez de cahir para sempre, renasce, qual outra phenix, das suas ruinas cheio de forças e valentia, para resistir firme, ao correr de muitas gerações - E se as paredes fallassem, muito teriam que contar das gerações que vão passando áquellas que vem vindo, n’esse girar continuo dos tempos! »

1859 no “Jornal do Porto”

 

Até à abertura da rua Sá da Bandeira, em 1875, quando foi construída a sua fachada para aquela rua, o teatro tinha acesso apenas pela então rua de Santo António, por umas escadas que ainda existem, passando, a designar-se “Theatro do Principe Real” ou “Circo do Principe Real” aquando da sua inauguração em 12 de Março de 1874.

12 de Março de 1874, no “Jornal do Porto”

 

Sala de espectáculos do novo “Theatro do Principe Real”

1888

Aparte do Teatro Nacional de São João”, foi considerado o melhor teatro da cidade do Porto. Ali apresentou-se em Novembro de 1885, Sarah Bernhardt, com várias peças entre as quais "A Dama das Camélias" e "Fedora".

A 12 de Novembro de 1896, decorreu no “Theatro do Príncipe Real”, a apresentação ao público do Kinetographo Portuguez por Aurélio da Paz dos Reis e seu cunhado, Francisco de Magalhães Bastos Júnior. Na mesma sessão, uma Companhia de Zarzuela cantou Los Africanistas. Paz dos Reis era florista, fotógrafo amador e proprietário da “Flora Portuense”. Bastos Júnior era fotógrafo profissional, e co-proprietário da “Photographia Central”.

       

Entre os quadros exibidos - cinco dos quais estrangeiros - constaram Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança (Rua de Santa Catarina, Porto), A Rua do Ouro (Lisboa), Marinha no Tejo, Saída de Dois Vapores. Além de Jogo do Pau (Santo Tirso), Chegada d’Um Comboio Americano a Cadouços (Foz do Douro), O Zé Pereira na Romaria de Sto. Tirso e A Feira de S. Bento - já revelados no dia 10, aos jornais diários e alguns convidados.

Foi um dos primeiros, se não o primeiro teatro do Porto, a usar iluminação eléctrica em vez da iluminação a gás. Em Maio de 1899, quando ali se apresentou a Companhia de Teatro Nacional D. Maria II de Lisboa, os cartazes anunciantes continham a indicação de que «Em todos os espectaculos desta companhia, a sala e o palco são iluminados por luz electrica, o que proporciona aos espectadores uma temperatura agradavel».

Um dos seus mais notáveis empresários do “Theatro Príncipe Real” foi Affonso dos Reis Taveira, que através da sua empresa “Afonso Taveira” adquire em 3 de Março de 1903 este Teatro e o Teatro da Trindade”, em Lisboa. Viria a morrer de apoplexia, em plena plateia do teatro, quando dirigia o ensaio geral da revista "O dia de Juízo" de Eduardo Schwalbach. Porém, em 1909, surge o seu maior mentor: Arnaldo Moreira da Rocha Brito grande empresário "livre-pensador," que foi empresário deste teatro até á sua morte em 1970 completando 60 anos de gerência.

Inauguração da temporada lírica no “Theatro do Principe Real” em 5 de Novembro de 1909

Uma semana após a revolução do 5 de Outubro de 1910, o “Theatro Príncipe Real” passa a chamar-se de “Teatro Sá da Bandeira”.

 

Um dos seus mais notáveis empresários do “Theatro Príncipe Real” foi Affonso dos Reis Taveira, que através da sua empresa “Afonso Taveira” adquire em 3 de Março de 1903 este Teatro e o Teatro da Trindade”, em Lisboa. Viria a morrer de apoplexia, em plena plateia do teatro, quando dirigia o ensaio geral da revista "O dia de Juízo" de Eduardo Schwalbach. Porém, em 1909, surge o seu maior mentor: Arnaldo Moreira da Rocha Brito grande empresário "livre-pensador," que foi empresário deste teatro até á sua morte em 1970 completando 60 anos de gerência.

1924

 

20 de Janeiro de 1913

                                                              1946                                                                                         1992

  

Companhia “Os Comediantes de Lisboa” em 1946

                                     Preçário em 1956                                                               Anos 80 do século XX

 

1982

Actualmente, o edifício integra, para além do teatro, três lojas, e tem um total de cinco mil metros quadrados de área coberta. Para além da sala principal, o teatro tem mais duas salas de cinema. Em Abril de 2009 foi posto à venda por 5,5 milhões de euros, a Câmara Municipal do Porto, acabaria por adquiri-lo em 23 de Junho de 2017 por 2,1 milhões de euros.

 

Nos últimos anos tem recebido notórios melhoramentos, externos e internos. Nas mais recentes temporadas de teatro acolheu grandes sucessos com "Lar Doce Lar" "40 e então" ; “Boeing Boeing”; "Guru" ; "os Idiotas " . É o palco preferido do Stand up comedy no Porto.

fotos in: Arquivo Municipal do Porto, Cinemas do Porto, Hemeroteca Digital

10 de setembro de 2017

Fotos sem Histórias (1)

Hoje vou dar início a uma série de pequenos artigos que incluem conjuntos de fotos respeitantes ao mesmo local, loja, casa de espectáculos, fábrica, acontecimanto, etc. mas com uma particularidade: ou não sei a história associada aos mesmos, ou as fotos falam por si.

Neste primeiro artigo, as Bibliotecas Itinerantes da “Fundação Calouste Gulbenkian”, nos anos 50 e 60 do século XX. Neste caso as fotos falam por si.

 

 

Biblioteca Itinerante da FCG.3 Biblioteca Itinerante da FCG.5

 

 

 

Biblioteca Itinerante da FCG.6 Biblioteca Itinerante da FCG.4

Biblioteca Itinerante da FCG.7 

 

Nas últimas duas fotos a visita de uma Biblioteca Itinerante ao Palácio de Belém, em 1958. Nas fotos o Presidente do Conselho, Doutor Oliveira Salazar e o Dr. Azeredo Perdigão, presidente do conselho de administração da “Fundação Calouste Gulbenkian”

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian